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sábado, 21 de janeiro de 2012

2 Carlos Nascimento e o poder de encher piscinas



Assunto da vez no twitter foi a opinião do jornalista Carlos Nascimento, no Jornal do SBT, dizendo que "ou os problemas brasileiros estão todos resolvidos ou nós nos tornamos perfeitos idiotas. Porque não é possível que dois assuntos tão fúteis possam chamar a atenção de um país inteiro” referindo-se ao programa BBB12 e ao fato de uma pessoa que ninguém conhece virar celebridade na mídia somente porque o nome dela apareceu milhões de vezes na internet (referindo-se  a Luíza, aquela que estava no Canadá ...). Ao final ele completa: 'Luíza já voltou do Canadá... E nós já fomos mais inteligentes".

Desnecessário dizer que a declaração final repercutiu na internet (se você quiser ler o que comentaram sobre a declaração dele é só espiar Carlos Nascimento    no twitter). 

Então gente... Como eu comentei no post sobre a Luíza, eu não entendo muito esses memes e virais que fazem um sucesso espantoso nas redes sociais, afinal, quase sempre nascem de uma bobagem e se transformam rapidamente em fenômeno de audiência. E hoje as redes sociais tem tanta força que levam os protagonistas desses memes e virais para a TV. A apresentadora Eliana, por exemplo, faz tempo leva algumas dessas estrelas da internet ao seu programa e o quadro faz o maior sucesso. 
Bem, evidentemente que ninguém gosta de ser chamado de idiota ou de burro. Mas facilitaria pra todo mundo se a gente reconhecesse que, muita coisa que a gente curte, não presta. E que muita coisa que a gente espalha, é idiotice. E isso me parece normal. Problema deve ser quando se tem uma geração que só curte o que não presta e é burra o tempo todo. Porque idiota e burro, todo mundo vez ou outra é! Inclusive o Carlos Nascimento, embora eu não ache que o tenha sido neste comentário. Ah, gente...  Até Deus deve achar que bancou o idiota quando permitiu que o diabo fizesse da vida de Jó um inferno só pra testar a fé do pobre homem...

Enfim... Falar e fazer bobagem, vez ou outra, faz parte. Nas redes sociais esse comportamento quase sempre é inofensivo; só  zoação boba e sem sentido que une as pessoas e mostra a força que elas tem quando se juntam. 

O que me preocupa e, penso que é o que afligiu o Carlos Nascimento, é ver que tem tanta coisa nesse país que precisa desse mesmo espaço nas redes sociais e que carece dessa mesma participação do povo na internet pra conseguir mudanças reais, mas passa despercebido, não desperta interesse e não consegue juntar as pessoas em volta de algo que realmente faça a diferença pro país.

 É como se a gente tivesse o poder de fazer surgir água... Mas só usasse esse poder pra encher  piscinas, entende? 


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

3 O ano é novo, mas os chatos continuam velhos

Pois é... Fato é que o ano virou de 2011 pra 2012, mas parece que as coisas vão continuar do jeitinho que foram no ano que passou (pelo menos em se tratando das baboseiras do comportamento humano). 

Usemos o twitter como exemplo: domingo, primeiro dia do ano supostamente novo e o que vai parar nos TT's? Dois exemplos:


Como eu disse lá : Parabéns pros idiotas que já provaram que 2012 vai continuar sendo dos idiotas!

E, claro, tem a turma chata que, muda o ano, não muda o disco pra reclamar dos cantores como esses dois exemplos:


"Em New York o ano novo chega ao som de Frank Sinatra com a musica dedicada a cidade e a gente por aqui tem de suportar Ai se eu te pego"


"Não existe música boa, ou ruim, e sim, qualidade musical! Tipo, Maria Gadu, Sandy, Wanessa, Michel Teló, Luan Santana é uma merda!"
ô povo chaaaato 
Eu defendo o direito sagrado de qualquer um reclamar de quem ouve música nas alturas, seja no carro parado na rua ou em casa na potência máxima. Pra isso existe bom senso e fone de ouvido. Agora ficar ditando o que é 'musica boa ou ruim', mesmo que avalizado porque faz escola de música, só diz que a pessoa é um idiota metido que não  entende que, no fundo, música é gosto. É o que toca a gente, o que nos diverte, o que nos faz dançar, o que nos faz companhia...

Qualquer coisa fora disso é pra ficar na sala de aula, no contexto das escalas, notas e sei lá mais o que.E faz isso com Chopin e Mozart que música popular é simplesmente pra curtir.Não curtiu? Mude a estação, troque de canal e se for na rua, coloque o seu fone de ouvido pra ouvir a música que  você gosta já que hoje é fácil, fácil carregar no celular as músicas que a gente acha que são boas.

Claro que provavelmente vamos passar o ano zoando e defendendo cada um o seu ponto de vista e entrar em 2013 ainda zoando e defendendo cada um o seu ponto de vista, afinal, de crítico e chato todos nós tempos muito! 
Ah, tá... Me engana que você não...

***** 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

3 Bater na mulher é fácil, difícil é bater no chefe

Eu confesso: o único lugar onde ouvi falar sobre "25 de novembro dia internacional de luta contra a violência à mulher" foi no twitter, via: 

O que me faz imaginar que é uma data pouco divulgada ou  que eixar de bater em mulher não é uma prioridade pra muita gente.



Primeiro que fique claro: Todo mundo, mesmo que num filme ou numa novela,  já achou que determinada mulher merecia levar uns tapas.Inclusive nós, mulheres, tivemos certeza que a fulana merecia uma boa surra.

Algumas que apanham na vida real, talvez merecessem mesmo, sendo assim, por que não deviam ter apanhado???
Porque o outro não tem o direito de bater. Simples assim.

E além de não ter o direito,o homem faz tanta questão de se mostrar ao mundo corajoso, mas quando bate numa mulher se torna um covarde. Em termos de força física a natureza privilegia os homens. Simples assim. 

Numa briga gritar um com o outro, além de grosseiro e barulhento, não resolve nada, só irrita mais. Mas pelo menos dá a mesma porcentagem de chances de brigar aos dois. 
Agora a mulher entrar no famoso 'perdi a cabeça e voei nele', desculpa, é burrice. E o homem revidar ou resolver acabar com a discussão no soco, é estupidez. Simples assim.

Problema é que nos tais 'assuntos domésticos', as pessoas acham que não tem a obrigação de se conter ou segurar a raiva, a agressividade. Será que cada vez que o cara que bate na mulher se aborrece no trabalho sai xingando os colegas em alto e bom som ou vai logo quebrando a cara do chefe? Estranho que se tenha menos paciência ou controle emocional com quem compartilhamos a nossa a nossa vida, a nossa cama...

Para bater numa mulher, só é preciso força física. Para segurar a própria mão e sair para esfriar a cabeça ou terminar de vez a relação, é preciso força emocional.

Homens: A primeira a sua natureza masculina lhe dá. A segunda só inteligencia e caráter podem proporcionar. Simples assim.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

0 Ser decente só por hoje

Força para o ator Reynaldo Gianecchini que, além de travar ele mesmo uma luta para se curar do câncer, perdeu o pai, Reinaldo C.Gianecchini, nessa segunda-feira (17/10), vítima também de câncer.

Coisas tristes fazem a maioria de nós parar por alguns segundos e pensar porque acontecem...E porque acontece com uns e não com outros. 
Eu não acredito em mérito pela saúde ou em castigo pela doença.  Se não forem as causadas por péssimos hábitos de vida (que todo mundo sabe que podem acabar danificando  o nosso corpo), doenças apenas, e infelizmente, acontecem. A ciência talvez um dia explique todas as causas delas. Mas duvido muito que 'carma de outras vidas' seja uma das resposta para um corpo doente.  

Evidentemente ninguém será menos idiota com a vida só porque o Reynaldo Gianecchini está com câncer,mas pensar em quanta dor e sofrimento uma doença pode causar, podia nos levar a pensar em ser menos fúteis... Talvez menos cretinos durante a vida.
A vida têm tantas tentações para nos tornar mal caráter, safados e cruéis que não custa adaptar o lema do A.A. e tentar 'ser decente só por hoje' (aliás, tem muita coisa que podia ser adaptada nesse lema, alguma sugestão?)